Como justificar o benefício de viagem para a diretoria e aprovar a proposta

Você encontrou um benefício que faz sentido para os colaboradores. Ele conversa com bem-estar, qualidade de vida, descanso e ainda pode deixar o pacote oferecido pela empresa mais interessante. Aí chega a hora de apresentar a ideia para a diretoria e aparecem as perguntas que o RH já conhece: quanto custa? As pessoas vão usar? Qual é o retorno? Como vamos medir?

São perguntas justas. Inclusive, uma boa proposta de benefício de viagem para funcionários precisa respondê-las antes mesmo que apareçam na reunião.

Para conseguir aprovação, portanto, vale tirar a discussão do campo da preferência e conectá-la a desafios que já estão na agenda do negócio, como retenção de talentos, engajamento, produtividade, marca empregadora e uso efetivo dos benefícios.

Neste artigo, vamos mostrar como justificar o benefício de viagem para a diretoria, quais indicadores ajudam a sustentar a proposta e como organizar uma apresentação que fale a língua de quem decide o orçamento.

Como apresentar um benefício de viagem como decisão de negócio?

A primeira mudança está na própria forma de apresentar a proposta.

Dizer que os colaboradores gostariam de viajar mais pode até abrir a conversa, mas dificilmente sustenta sozinho uma decisão de investimento. Para a diretoria, o benefício precisa estar relacionado a algum problema ou objetivo que a empresa já tenha.

Uma companhia com turnover elevado pode olhar para retenção. Outra, disputando profissionais em um mercado aquecido, provavelmente dará mais peso à atração de talentos e à marca empregadora. Já uma organização que esteja revendo sua estratégia de benefícios pode avaliar adesão, percepção de valor e custo por colaborador.

É aí que um benefício corporativo de viagem começa a ganhar outro peso.

A Onhappy, por exemplo, permite que empresas ofereçam aos funcionários acesso a condições exclusivas para viagens a lazer, incluindo passagens e hospedagens. O colaborador escolhe destino, data e companhia, enquanto a empresa conta com recursos de gestão do benefício, comunicação e acompanhamento de ativação e engajamento.

Em vez de o RH administrar reservas ou organizar viagens individualmente, existe uma plataforma dedicada ao processo. Isso ajuda a colocar uma experiência valorizada pelos colaboradores dentro da estratégia de benefícios sem transformar cada passagem comprada em mais uma tarefa na planilha do RH.

Quais argumentos ajudam a justificar o benefício de viagem para a diretoria?

Nem toda diretoria será convencida pelo mesmo argumento. Por isso, um bom business case conecta a proposta às prioridades reais da empresa.

Ainda assim, quatro frentes costumam ser especialmente relevantes.

1. Retenção de talentos e redução do turnover

Turnover custa dinheiro, tempo e conhecimento acumulado. Embora um benefício isolado não seja capaz de resolver a rotatividade de uma empresa, o pacote de benefícios participa da experiência que influencia a decisão de permanecer.

Um levantamento da Gallup sobre os motivos que levaram profissionais a deixar seus empregos em 2024 agrupou 37% das razões em engajamento e cultura e outros 31% em bem-estar e equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Juntas, essas duas dimensões corresponderam a 68% das razões analisadas.

Isso ajuda o RH a construir uma argumentação mais consistente. Facilitar momentos de lazer e descanso pode integrar uma estratégia maior de experiência do colaborador, principalmente quando qualidade de vida já aparece em pesquisas de clima, entrevistas de desligamento ou conversas com candidatos.

A proposta fica ainda melhor quando os dados da própria empresa entram na apresentação.

Se 25% dos desligamentos voluntários mencionam qualidade de vida, por exemplo, esse número vale mais para a sua diretoria do que uma estatística genérica encontrada na internet.

2. Engajamento e produtividade

Aqui é importante evitar uma promessa fácil demais: contratar um benefício de viagens hoje não significa que a produtividade vai magicamente disparar amanhã.

Existe, porém, uma relação bastante documentada entre engajamento, bem-estar e desempenho.

A meta-análise mais recente da Gallup reuniu dados de mais de 183 mil unidades de negócio, em 53 setores e 90 países. Na comparação entre equipes com maior e menor engajamento, as primeiras apresentaram diferenças positivas de 18% na produtividade medida por vendas, 23% em rentabilidade e 78% em absenteísmo. Também foram observados índices menores de turnover.

O argumento, portanto, deve ser construído com cuidado.

Viagens a lazer podem favorecer descanso e experiências fora do trabalho. Ao inseri-las em uma política mais ampla de bem-estar e valorização, o RH fortalece justamente fatores associados a melhores resultados organizacionais.

3. Bem-estar e qualidade de vida que cabem fora do expediente

Programas corporativos de bem-estar às vezes esbarram em uma questão curiosa: todos concordam que qualidade de vida importa, mas parte das iniciativas continua concentrada dentro da jornada de trabalho.

O benefício de viagem amplia esse alcance.

O colaborador pode usar a vantagem durante férias, feriados ou momentos de lazer e escolher com quem quer aproveitar a experiência. Na Onhappy, por exemplo, as condições também podem ser aproveitadas em viagens com familiares e amigos, e a plataforma oferece tarifas exclusivas em passagens e hotéis.

Isso aproxima o benefício da vida que existe depois do Slack fechar. E esse detalhe importa.

Dados da Gallup mostram que profissionais que acreditam que a organização se preocupa com seu bem-estar têm menor propensão a procurar outro emprego e relatam menor incidência de burnout, além de apresentarem níveis superiores de engajamento.

Novamente, não cabe colocar toda essa conta na passagem aérea. O ponto é mostrar que um benefício de lazer pode ocupar uma função coerente dentro dessa estratégia.

4. Diferencial competitivo no pacote de benefícios

Plano de saúde, vale-refeição e outros benefícios tradicionais continuam relevantes. Só que boa parte dos concorrentes da empresa também os oferece.

Por isso, benefícios complementares ajudam a construir uma proposta de valor ao colaborador mais particular.

Em 2025, 43% dos profissionais ouvidos em uma pesquisa repercutida pela Você RH declararam insatisfação com os benefícios que recebiam. Entre trabalhadores em cargos operacionais, o percentual chegou a 54,9%.

Para o recrutamento, isso cria uma pergunta interessante: entre duas propostas semelhantes em remuneração, qual empresa apresenta uma experiência mais atraente?

Uma vantagem de ter a Onhappy como benefício é justamente acrescentar viagens a lazer ao pacote oferecido ao time, uma categoria que conversa diretamente com descanso, experiências pessoais e economia em passagens e hospedagens.

Benefício de viagem tem ROI? Veja o que realmente vale medir

Essa provavelmente será uma das perguntas da diretoria. E responder apenas “sim” é desperdiçar uma ótima oportunidade.

O retorno de um benefício corporativo raramente aparece em uma única linha do DRE. O caminho mais confiável é estabelecer indicadores antes da implementação e acompanhar a evolução deles.

Alguns são financeiros. Outros mostram utilização, percepção de valor ou impacto na experiência do colaborador.

IndicadorO que mostraComo usar na análise
Taxa de adesãoQuantas pessoas aderiram ao benefícioAvalia alcance e interesse
Taxa de utilizaçãoQuantas realmente utilizaram a soluçãoMostra uso efetivo
Custo por colaborador ativoRelação entre investimento e usuários ativosAjuda a avaliar eficiência
Economia geradaQuanto os colaboradores economizaram nas viagensDemonstra valor percebido
Turnover voluntárioEvolução das saídas da empresaPode ser acompanhado antes e depois da implementação
Pesquisa de benefíciosPercepção do colaborador sobre o pacoteMostra relevância e satisfação
eNPSDisposição para recomendar a empresaAjuda a acompanhar a experiência interna

A grande vantagem dessa abordagem é evitar atribuições forçadas.

Se o turnover cair depois da contratação, por exemplo, não seria correto afirmar automaticamente que a redução aconteceu graças ao benefício. O RH pode acompanhar a evolução em conjunto com outras mudanças e usar pesquisas internas para entender quanto a solução contribuiu para a percepção dos colaboradores.

Essa leitura costuma ser muito mais convincente do que apresentar uma porcentagem espetacular sem conseguir explicar de onde ela veio.

Taxa de adesão ao benefício: o indicador que merece um slide próprio

Se existe uma dúvida recorrente quando uma empresa avalia um novo benefício, é esta:

“E se ninguém usar?”

Por isso, a taxa de adesão do benefício precisa aparecer na conversa com a diretoria.

Em uma conta simples:

Taxa de adesão = número de colaboradores que aderiram ÷ número de colaboradores elegíveis × 100

Imagine uma empresa com 500 profissionais elegíveis. Se 350 ativarem o benefício, a taxa de adesão será de 70%.

Parece um número básico, porém ele responde a uma questão importante de eficiência: o investimento está chegando às pessoas?

Adesão e utilização não são a mesma coisa

Aqui vale fazer uma pequena separação.

Um colaborador pode ativar o acesso e nunca reservar uma passagem. Por isso, à medida que o programa amadurece, o RH ganha uma visão melhor ao acompanhar diferentes etapas:

Elegíveis → cadastrados ou ativados → usuários → usuários recorrentes

Na própria Onhappy, o portal administrativo permite acompanhar indicadores de ativação e engajamento. A empresa também divulga mais de 60% de ativação do benefício em sua base, além de mais de 10 mil viagens realizadas. Esses números servem como referência da solução, embora a adesão de cada organização naturalmente dependa de fatores como perfil do público, comunicação interna e implementação.

E aqui está uma bela pauta para o RH depois da aprovação: se a adesão ficar abaixo do esperado, antes de cortar o benefício, vale investigar se os funcionários sabem que ele existe. Parece piada, mas o cemitério dos benefícios corporativos está cheio de ótimas soluções escondidas em um PDF de onboarding.

Como transformar a taxa de adesão em argumento para a diretoria?

A taxa fica mais interessante quando deixa de ser apenas um percentual e passa a responder perguntas de negócio.

Um exemplo:

A empresa investe R$ X por ano no benefício, 70% dos colaboradores estão ativos e 45% utilizaram alguma vantagem nos últimos seis meses. Isso representa um custo de R$ Y por usuário ativo.

A partir disso, o RH pode acrescentar economia gerada, satisfação com o benefício e evolução de indicadores internos.

Esse tipo de leitura também permite comparar soluções. Um benefício barato com baixíssima utilização nem sempre entrega mais valor do que outro com investimento um pouco maior e adesão elevada.

O denominador muda a conversa.

Como a Onhappy ajuda o RH a simplificar a gestão do benefício?

A discussão sobre retorno ficaria bem menos interessante se, para conseguir resultados, o RH precisasse virar agência de viagem.

A proposta da Onhappy é justamente centralizar a experiência em uma plataforma voltada a viagens a lazer.

Os colaboradores podem pesquisar passagens e hospedagens, escolher datas e destinos e acessar condições negociadas. A plataforma também oferece suporte humano 24 horas e permite que o benefício seja utilizado em viagens com familiares e amigos.

Para o RH, entram recursos voltados à gestão do programa, como portal administrativo para acompanhar ativação e engajamento e kits de comunicação para divulgação interna.

Esse ponto tem valor na apresentação à diretoria porque existe um custo que quase nunca aparece na proposta comercial de um benefício: a operação interna necessária para fazê-lo funcionar.

Quanto menos intervenção manual o RH precisa ter, menor tende a ser essa carga operacional.

Como montar a apresentação do benefício de viagem para a diretoria

Depois de reunir os argumentos, chega a parte em que dez páginas de pesquisa precisam caber em alguns slides.

Uma apresentação objetiva pode seguir esta sequência:

  1. Comece pelo problema da empresa. Use turnover, resultados da pesquisa de clima, dificuldade de contratação, baixa satisfação com benefícios ou outro desafio concreto.
  2. Apresente o benefício como resposta a esse contexto. Explique como funciona, quem terá acesso e quais vantagens existem para a empresa e para o colaborador.
  3. Mostre o business case. Inclua investimento, população atendida, custo por colaborador e indicadores que serão acompanhados.
  4. Defina metas de adesão. Deixe claro como ativação, utilização e satisfação serão medidas.
  5. Apresente o plano de implementação. Inclua comunicação, lançamento e acompanhamento dos primeiros meses.
  6. Feche com a decisão necessária. Valor, escopo, prazo e próximo passo precisam estar explícitos.

Se quiser resumir ainda mais, use as perguntas que provavelmente estarão na cabeça da diretoria:

Pergunta da diretoriaO que o RH precisa responder
Por que precisamos disso?Qual problema ou objetivo do negócio será apoiado
Quanto custa?Investimento total e custo por colaborador
As pessoas vão usar?Estratégia e meta de adesão
Como saberemos se funcionou?KPIs e frequência de acompanhamento
Vai gerar mais trabalho?Como funciona a operação e a gestão
Quando avaliamos novamente?Prazo para revisão dos resultados

Esse formato evita uma apresentação excessivamente emocional e, ao mesmo tempo, não reduz pessoas a uma célula de Excel. É justamente esse equilíbrio que um bom projeto de benefícios pede.

E se a diretoria perguntar o que o colaborador ganha?

Essa resposta precisa ser simples. Afinal, se for complicado explicar a vantagem ao funcionário, talvez seja ainda mais complicado fazê-lo usar.

Com a Onhappy, o colaborador ganha acesso a uma plataforma de viagens a lazer com condições especiais para passagens e hospedagens, autonomia para escolher quando e com quem viajar e suporte durante a experiência. A Onhappy informa que suas tarifas podem oferecer descontos de até 60%, dependendo da reserva.

Para o colaborador, a vantagem aparece no bolso e na facilidade de organizar uma viagem. Para a empresa, aparece a possibilidade de incorporar esse valor ao pacote de benefícios e acompanhar sua utilização.

É uma conta mais interessante quando os dois lados conseguem perceber por que o benefício está ali.

Leve a proposta para a diretoria com números na mesa

Convencer a diretoria sobre um novo benefício fica bem mais simples quando a reunião não começa com “acho que o time vai gostar”.

Comece pelo problema, apresente os indicadores que serão acompanhados e deixe claro como adesão e utilização serão mensuradas. Depois disso, a conversa sobre viagens deixa de depender apenas da percepção do RH.

A Onhappy permite oferecer viagens a lazer como benefício corporativo, com condições especiais em passagens e hospedagens, suporte aos viajantes e ferramentas para o RH acompanhar a ativação e o engajamento.

Se esse tipo de benefício faz sentido para o seu time, o próximo passo é colocar os números da sua empresa nessa proposta e avaliar o cenário com quem entende de viagens a lazer corporativas.

Fale com um de nossos especialistas.

Benefício de viagem para funcionários (FAQ)

O que é um benefício corporativo de viagem?

É uma vantagem oferecida pela empresa para facilitar o acesso dos colaboradores a viagens. No caso da Onhappy, o foco são viagens a lazer, com acesso a condições especiais para passagens e hospedagens por meio de uma plataforma corporativa.

Como justificar o benefício de viagem para a diretoria?

Conecte a proposta a objetivos de negócio, como retenção, engajamento, bem-estar e marca empregadora. Também apresente investimento, taxa de adesão esperada e indicadores que serão usados para avaliar os resultados.

Como calcular a taxa de adesão de um benefício?

Divida o número de colaboradores que aderiram pelo total de pessoas elegíveis e multiplique o resultado por 100. Também vale acompanhar a ativação e uso efetivo separadamente.

Como medir o ROI de benefícios corporativos?

Combine indicadores financeiros e de pessoas, como custo por usuário ativo, utilização, satisfação, economia percebida, turnover e eNPS. Comparações antes e depois da implementação ajudam, desde que não atribuam toda mudança a um único benefício.

Benefícios ajudam na retenção de talentos?

Podem contribuir como parte da experiência do colaborador. Pesquisas da Gallup relacionam engajamento, cultura e bem-estar tanto à intenção de permanência quanto ao desempenho das equipes.

A Onhappy é um benefício para empresas?

Sim. A Onhappy é uma solução de viagens a lazer contratada por empresas para seus colaboradores.

Inscreva-se na newsletter:

Ao preencher o formulário, você concorda em receber comunicações da OnHappy.

Os mais lidos

Posts Relacionados