Employer branding no RH: como viagens ajudam a atrair e reter talentos

Employer branding costuma aparecer associado a páginas de carreira, campanhas no LinkedIn, vídeos com colaboradores e ações para tornar uma empresa mais conhecida entre candidatos. Tudo isso participa da estratégia, claro. Só que a percepção sobre uma marca empregadora começa bem antes do post publicado e continua muito depois que a vaga é preenchida.

Ela aparece no pacote de benefícios, na relação com a liderança, nas oportunidades de desenvolvimento e nas condições que a empresa oferece para que o colaborador consiga equilibrar trabalho e vida pessoal.

Inclusive, essa última parte ganhou bastante peso. O Workmonitor 2025, da Randstad, ouviu mais de 26 mil trabalhadores em 35 mercados e mostrou que, pela primeira vez na história do levantamento, o equilíbrio entre vida pessoal e profissional ficou à frente da remuneração entre os fatores considerados importantes pelos profissionais: 83% contra 82%.

Isso ajuda a explicar por que benefícios relacionados a bem-estar, descanso e experiências pessoais passaram a ocupar outro espaço dentro das estratégias de pessoas. Entre eles estão as viagens a lazer, que podem transformar uma intenção relativamente abstrata, como “valorizar qualidade de vida”, em algo que o colaborador realmente consegue utilizar.

Vamos entender o papel do employer branding para o RH, como benefícios e viagens podem fortalecer a marca empregadora e quais indicadores ajudam a transformar essa estratégia em resultados mensuráveis.

O que é employer branding e qual é o papel do RH?

Employer branding é a gestão da percepção de uma empresa como lugar para trabalhar. Essa reputação é formada tanto entre candidatos quanto entre quem já faz parte da organização.

Para o RH, portanto, o trabalho começa na construção da Employee Value Proposition, ou EVP, que organiza aquilo que a empresa entrega ao colaborador em troca de seu conhecimento, tempo e contribuição.

O salário faz parte dessa proposta. Benefícios também. Assim como cultura, desenvolvimento, flexibilidade, ambiente, liderança e perspectivas de carreira.

A dificuldade aparece quando existe distância entre aquilo que a empresa comunica no processo seletivo e aquilo que as pessoas encontram depois da contratação. Uma página de carreiras pode falar sobre equilíbrio, por exemplo, mas o benefício percebido pelo colaborador precisa sustentar essa mensagem.

O estudo Employer Branding no Brasil, realizado pela Onhappy com mais de 150 profissionais, líderes e especialistas, ajuda a dimensionar essa questão. Para 44% dos participantes, uma EVP bem estruturada é a estratégia mais importante para fortalecer a marca empregadora. Ao mesmo tempo, 41% apontaram os benefícios corporativos como um dos principais atrativos para talentos.

Há, portanto, uma conexão direta entre o que a marca promete e aquilo que o colaborador consegue experimentar.

Benefícios corporativos também constroem employer branding

Vale-refeição, vale-alimentação e plano de saúde continuam tendo enorme importância. Em muitos setores, porém, eles já fazem parte daquilo que o profissional espera encontrar ao avaliar uma proposta de emprego.

Isso muda o papel dos benefícios que entram como diferenciais.

Ao revisar seu pacote, o RH pode olhar para uma pergunta bastante simples: o que esta empresa oferece que ajuda um candidato a entender como será trabalhar aqui?

É aí que benefícios ligados à qualidade de vida ganham relevância. Eles acrescentam uma dimensão mais pessoal ao EVP e ajudam a demonstrar quais comportamentos a empresa realmente incentiva.

Se uma organização afirma que respeita o descanso, por exemplo, oferecer condições para que as pessoas aproveitem melhor suas férias faz sentido. Se fala sobre equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, benefícios que podem ser utilizados com amigos e familiares ajudam a transformar esse posicionamento em experiência.

Essa lógica também aparece nas pesquisas sobre expectativas profissionais. Além de colocar o equilíbrio acima da remuneração, o Workmonitor 2025 identificou personalização, comunidade e flexibilidade entre os temas valorizados pelos trabalhadores.

Em vez de acrescentar opções ao pacote apenas para torná-lo maior, o RH ganha mais quando consegue criar coerência entre benefício, EVP e cultura.

Por que viagens a lazer podem fortalecer a marca empregadora?

As viagens a lazer reúnem várias dimensões que já aparecem nas discussões atuais sobre employee experience: descanso, convivência, autonomia sobre o tempo livre e criação de experiências fora do ambiente profissional. 

Como benefício corporativo, existe ainda outro ponto interessante. O colaborador consegue escolher como utilizar essa vantagem.

Na Onhappy, por exemplo, a pessoa pode buscar passagens e hospedagens para o destino e período que fizerem sentido para ela, além de viajar com familiares, amigos ou quem quiser. A plataforma oferece condições exclusivas para viagens a lazer e suporte ao viajante.

Isso faz diferença porque qualidade de vida não tem uma única definição. Para uma pessoa, descanso pode ser passar alguns dias na praia com os filhos. Para outra, visitar a família em outro estado. Também pode ser finalmente tirar do papel uma viagem planejada há bastante tempo.

O benefício cria espaço para essas diferentes escolhas sem exigir que o RH desenhe uma experiência específica para cada perfil.

Viagens conectam o benefício à vida fora do trabalho

Grande parte dos benefícios corporativos é utilizada durante a própria rotina profissional. Alimentação, mobilidade e estrutura de trabalho são bons exemplos.

Uma viagem a lazer ocupa outro momento da jornada.

O valor percebido aparece justamente quando o colaborador está de férias, em um feriado ou aproveitando alguns dias de descanso. A empresa passa a participar positivamente de uma experiência que acontece fora do expediente.

Para employer branding, isso é valioso porque amplia os pontos de contato entre marca e colaborador.

O colaborador consegue perceber o valor com facilidade

Benefícios difíceis de utilizar perdem força rapidamente. Em alguns casos, o RH contrata uma boa solução, comunica no lançamento e, alguns meses depois, percebe que parte da equipe nem lembra que ela existe.

Com viagens, o valor pode ser percebido de maneira bastante concreta: procurar uma passagem, comparar hospedagens, planejar férias e visualizar a economia da viagem.

A Onhappy informa que já reúne mais de 800 mil colaboradores cadastrados, mais de 40 mil viagens compradas e mais de 1000 empresas clientes. Segundo dados divulgados pela própria empresa, a ativação do benefício supera 60%.

Essa utilização importa tanto para a experiência quanto para o employer branding. Um benefício conhecido apenas pelo time de People é uma linha na política corporativa. Quando os colaboradores usam, comentem e recomendam, ele começa a fazer parte da cultura percebida.

Quais são as vantagens das viagens para a empresa e para o colaborador?

Viagens a lazer atendem interesses diferentes dos dois lados da relação de trabalho. Para o colaborador, estão ligadas principalmente a acesso, economia, descanso e liberdade. Para a empresa, podem fortalecer uma estratégia maior de benefícios e marca empregadora.

Para o colaboradorPara a empresa
Acesso a condições especiais em passagens e hospedagensDiferenciação do pacote de benefícios
Mais facilidade para organizar viagens a lazerFortalecimento do EVP
Liberdade para escolher destino, período e companhiaMaior valor percebido da política de benefícios
Incentivo ao descanso e à qualidade de vidaApoio às estratégias de bem-estar
Experiências com amigos e familiaresMais argumentos para atração e retenção de talentos
Possibilidade de economizar no planejamento da viagemPossibilidade de acompanhar adesão e uso do benefício

O ponto mais importante para o RH está na combinação dessas duas perspectivas.

A vantagem para a empresa precisa ser consequência de uma vantagem percebida pelo colaborador. Caso contrário, o employer branding corre o risco de virar apenas comunicação.

Como usar viagens na estratégia de employer branding do RH?

Contratar um benefício é uma etapa. Transformá-lo em parte da marca empregadora exige ativação.

Isso começa com o lançamento interno, continua ao longo do ano e pode chegar à comunicação externa da empresa. A lógica é criar recorrência suficiente para que as pessoas conheçam a possibilidade, entendam como utilizar e lembrem dela quando começarem a planejar uma viagem.

1. Conecte o benefício ao EVP da empresa

Antes da campanha de divulgação, vale definir qual papel as viagens exercem dentro da proposta de valor.

Empresas que trabalham temas como bem-estar, flexibilidade, equilíbrio e valorização das pessoas encontram uma conexão bastante direta. Outras podem relacionar o benefício a reconhecimento, experiências ou liberdade.

Essa definição ajuda a evitar aquela comunicação genérica de “temos um novo benefício”. O colaborador entende por que aquilo está sendo oferecido e como se relaciona com a cultura da organização.

2. Planeje a ativação além do lançamento

Um e-mail de boas-vindas dificilmente sustenta um benefício durante doze meses.

O calendário pode acompanhar os momentos em que a intenção de viagem costuma aumentar, como férias escolares, feriados, fim do ano e planejamento das férias individuais.

Também é possível trabalhar comunicações ligadas ao próprio uso do benefício, trazendo orientações sobre reserva, exemplos de economia e informações sobre passagens ou hospedagens disponíveis na plataforma.

Aqui existe uma questão importante para equipes enxutas de RH: comunicação recorrente dá trabalho. Por isso, a Onhappy disponibiliza kits de comunicação prontos para ajudar na divulgação e no engajamento dos colaboradores sem acrescentar toda essa produção à rotina do time de People.

3. Leve experiências reais para a comunicação da marca empregadora

Depois que o benefício começa a ser utilizado, surgem histórias que podem alimentar a comunicação de employer branding.

Com autorização dos colaboradores, relatos sobre viagens podem aparecer na comunicação interna, em conteúdos sobre cultura, no LinkedIn da empresa ou até em páginas de carreira.

A diferença está na origem da narrativa. Em vez de a empresa dizer que valoriza qualidade de vida, um colaborador pode contar como aproveitou o benefício durante suas férias.

Há mais credibilidade quando a experiência confirma o posicionamento.

4. Inclua o benefício na jornada do candidato

A estratégia também pode chegar ao recrutamento.

Ao apresentar o pacote de benefícios de uma vaga, o RH consegue explicar que a empresa oferece acesso a viagens a lazer e mostrar como essa possibilidade funciona.

Nesse momento, benefícios diferentes dos tradicionais ajudam a construir lembrança. Entre duas propostas com condições semelhantes, detalhes da experiência oferecida pela empresa podem contribuir para a percepção do candidato sobre o EVP.

Como medir o impacto das viagens no employer branding?

Employer branding costuma esbarrar em um problema conhecido do RH: mensuração.

Na pesquisa da Onhappy sobre o cenário brasileiro, 29,5% dos participantes apontaram justamente a dificuldade de medir resultados como um dos obstáculos para avançar nas estratégias de marca empregadora. Apenas 11% avaliavam suas ações como realmente eficazes.

Por isso, viagens não devem aparecer isoladas em uma planilha de benefícios. É possível acompanhar indicadores de utilização e cruzá-los com métricas de People.

ObjetivoIndicadores que o RH pode acompanhar
Aumentar o uso do benefícioTaxa de ativação, usuários ativos e reservas
Avaliar valor percebidoPesquisa interna e satisfação com benefícios
Apoiar retençãoTurnover voluntário e intenção de permanência
Fortalecer employer brandingeNPS e percepção do EVP
Apoiar recrutamentoAceite de propostas e menções aos benefícios em entrevistas
Melhorar comunicaçãoAbertura das campanhas e acessos à plataforma

A leitura mais útil vem do conjunto.

Uma taxa alta de ativação mostra interesse. Comentários em pesquisas ajudam a explicar o motivo. Mudanças em percepção, engajamento ou retenção permitem observar o retorno do benefício de viagens e sua contribuição para objetivos mais amplos. 

A Onhappy disponibiliza um portal administrativo para que o RH acompanhe dados como ativação e engajamento do benefício, criando uma camada de gestão que ajuda a tirar a estratégia do campo da percepção pura.

Como transformar o benefício de viagens em argumento de employer branding?

Existe uma diferença considerável entre colocar “benefício de viagens” na página de carreiras e fazer com que isso fortaleça a reputação da empresa.

O segundo cenário depende de uso.

O colaborador precisa conhecer o benefício, ativá-lo, encontrar boas condições para sua passagem ou hospedagem e conseguir planejar uma experiência que faça sentido para sua vida. Depois disso, o RH passa a ter histórias, dados de adesão e exemplos concretos para sustentar sua comunicação.

É justamente aí que viagens podem ocupar um espaço interessante dentro de uma estratégia de employer branding: elas conectam uma pauta bastante discutida pelas empresas, o bem-estar, a algo tangível para quem recebe o benefício.

Para o RH, a Onhappy simplifica esse processo ao reunir a plataforma de viagens a lazer, gestão do benefício, acompanhamento de indicadores e kits de comunicação prontos para ativar a solução junto aos colaboradores. Para quem utiliza, ficam a liberdade de escolher quando e com quem viajar e o acesso a condições exclusivas em passagens e hospedagens.

Quer incluir viagens a lazer no seu pacote de benefícios e fortalecer sua estratégia de employer branding? Conheça a Onhappy e veja como levar o benefício para sua empresa.

Inscreva-se na newsletter:

Ao preencher o formulário, você concorda em receber comunicações da OnHappy.

Os mais lidos

Posts Relacionados